domingo, 26 de junho de 2016

Passadiços do Paiva - Arouca (1)


EM JEITO DE DIVULGAÇÃO



Todos os dias efetuam este percurso - mediante marcação prévia - cerca de três mil pessoas!
Antes do incêndio e respetiva requalificação da estrutura, chegaram a ser aos oito mil caminhantes!
Hoje - dizem alguns mais aventureiros - que o que está a dar é... percorrer os passadiços em corrida!
E eu digo que... são "manias" para combater o stress à moda deste novo século.
Para mim nada se compara à Caminhada/Pedestrianismo/Traking. Caminhar, fotografar, relaxar...



Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro. São 8 km que proporcionam um passeio "intocado", rodeado de paisagens de beleza ímpar, num autêntico santuário natural, junto a descidas de águas bravas, cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa. O percurso estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia que ficará, com certeza, no coração, na alma e na mente de qualquer apaixonado pela natureza.




Sabe mais aqui:
www.passadicosdopaiva.pt


Rio Paiva

QUE OS HOMENS TE NÃO MATEM,
MEU LINDO RIO!

O rio que corre ao teu lado enquanto caminhas pelos passadiços, tem leis de proteção e está classificado como “Sítio de Rede Natura 2000”. 




«O Paiva é uma ribeira essencialmente serrana (...) As águas do rio são claras, batidas nos cachopos (...) Por isso o seu povoador por excelência é a truta (...) Nas águas do Rio Paiva, também à truta substituem-se a boga e o bordalo. Dado o seu fundo de lama e xisto, como no Vouga, o meio não lhe é favorável.»

Aquilino Ribeiro - «Arcas Encoiradas»
Lisboa: L. Bertrand, 1962: pag.s 147 e 148



Baú de Recordações Naturais
Esses caminhos que andei...


O tempo melhorava e eu vinha do Porto. Estacionava, vindo por Nespereira, à entrada dum pressuposto "caminho de pé posto". Ía à frente e começava logo a malhar silvas e arbustivos e agachávamos por debaixo de velhas laranjeiras cerca de uns 400 metros, onde surgia as ruínas da casa do barqueiro e chega-se, por fim, lá ao fundo, (às terras do Sr. Engenheiro, como dizia a Sra Maria) no Vau. Aquela família ficou tão pobre que tiveram que sair dali, por falta de condições. Tudo ficou em ruínas, casa, eira, tanques, etc...Era agora um "paraíso escondido" de grande beleza paisagística que convidava a um banho cuidadoso, merenda e descanso. Lá estava a amarra do velho e potente cabo de aço, que o barqueiro se agarrava a conduzir a extinta barca. Naquele tempo, por aqui também se fazia, entre as duas margens neste "poço" fundo e com remoinhos, para além das pessoas, algumas mobílias e bens, também as lousas das pedreiras de Canelas que eram aqui atravessadas na embarcação e na outra margem eram carregadas nos carros de bois que as levavam para cobrir telhados em Alvarenga e Nespereira em casas e abrigos do gado por essa região.

Um dia, o Joaquim Gonçalves da Naturveredas sinalizou um dos muitos PRs do Município de Arouca e o PR9 "Rota do Xisto" passava aqui no VAU, onde entronca também com a grande rota, o GR28 "Por Montes e Vales de Arouca". Lentamente e cada vez mais gente... passava a conhecer o local.



Aqui ficam - para já - algumas imagens do VAU antes da construção dos passadiços, em que tão pouca gente conhecia este "paraíso escondido" no leito das águas puras do Rio Paiva.

Brevemente - para além das fotos do percurso dos passadiços, - onde verás a diferença que hoje o afluxo trás a esta parte da bacia hidrográfica do Paiva - deixarei igualmente algumas imagens dos outros maravilhosos lugares, Espiunca e Areinho.... quando eu ía ao encontro da Natureza e lá chegava carregado de stress e regressava cheio de Paz!














Aquele Abraço


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