domingo, 20 de novembro de 2016

«Morreste e eu peço desculpa por nós!... lamentavelmente!» 2



Grupo Lobo:

«A coexistência entre o homem e o lobo esteve desde sempre envolta em conflitos, em virtude dos prejuízos que este predador causa aos animais domésticos. Tais conflitos têm grande impacto negativo na atitude das comunidades rurais, provocando a perseguição direta a este carnívoro. Esta foi uma das principais causas de extinção do lobo em muitos habitats e constitui um dos fatores de ameaça mais importantes. O lobo, tal como as suas presas naturais, é um animal selvagem. Devido à domesticação destas, o lobo foi perdendo as suas próprias presas, pelo que teve de por vezes atacar os animais domésticos. O homem ao perder o contato com a natureza passou a ter medo do lobo. Apareceram assim histórias como o Capuchinho Vermelho, o Pedro e o Lobo ou os Três Porquinhos, que enraízam a imagem de um "Lobo Mau". A própria tradição cristã associa a imagem do lobo ao diabo, que leva consigo os cordeiros do rebanho (as pessoas boas). Este medo levou o lobo a entrar numa luta desleal: combate com armadilhas de ferro, veneno, espingardas e até mesmo aviões. A vitória do homem sobre o lobo teve como troféu a extinção deste ser vivo nalgumas zonas e a diminuição drástica do seu número em países como Portugal ou Espanha. O lobo só foi obrigado a reduzir as suas populações para capturar presas domésticas porque o homem acabou com toda a sua caça natural. A perseguição do lobo pelo homem foi de tal ordem grande que o lobo agora considera o homem como um predador, pelo que até os estudos relativos ao lobo são dificultados, devido a esta imagem que os lobos ao longo dos anos foram construindo do homem.

Se nada se fizer:

Se nada se fizer contra a destruição do habitat em que o lobo vive, as consequências serão catastróficas.
A destruição deste habitat pode fazer-se com a construção de novas vias que vão passar em territórios lupinos, podendo causar muitas mortes por atropelamento; também pode contribuir para isso o aparecimento de novos empreendimentos como é o caso de indústrias ou pressão agrícola. A pressão humana, só por si, é uma grande causa de regressão lupina porque funciona como meio de afugentar os lobos do seu território. A caça também tem um papel decisivo na regressão do lobo, diminuindo a quantidade de presas naturais na sua dieta alimentar.
Se não se controlar os meios de destruição do habitat do lobo, bem como a caça das suas presas naturais por parte do homem, o futuro do lobo poder-se-á pôr em causa.»

Recordação de uma crónica que escrevi em 2005:






Aquele Abraço para todos que gostam do lobo!


terça-feira, 15 de novembro de 2016

«Morreste e eu peço desculpa por nós!... lamentavelmente!»


«Morreste sozinho no meio da floresta silenciosa que tanto amavas. Morreste nos trilhos por onde caminhaste quando eras lobito e acompanhavas a tua mãe nos ensinamentos que te seriam úteis para sobreviver num mundo que quase já não é teu. Morreste junto da árvore onde brincaste com os teus irmãos, correndo por entre os esconderijos. Por vezes, olhavas com os teus olhos de mel, para os pássaros que esvoaçavam, para os insectos, para as flores e para as folhas que caiam. Sentias o sabor da água, o cheiro da terra e ao longe sabias que o perigo espreitava (...)»


Continua a ler:
http://carris-geres.blogspot.pt/2016/11/morreste-e-eu-peco-desculpa-por-nos.html

Ao longo dos tempos, sempre a persegui-los, até um dia chegar... ao extermínio!!!!!!

(foto da Internet deste autor)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

7ª Exposição de Aves - COVIZ 2016

Fotos do Evento e Caminhar pelo PR1 Vizela








Sonhando...

Procuras a beleza cá na terra,
Queres divertir-te, custe o que custar!...
Mas, olha: Este mundo encerra
Coisas belas que são para desprezar.

Nem tudo o que encanta os mortais
Vale, depois, na Vida que há-de vir,
Porque, só a existência e nada mais
Para muito pouco nos poderá servir.

E desprezar o que tiver veneno.
Que percorras o que está por percorrer!
E na beleza que eu não condeno,

Acho melhor que busques o dever,
Que te eleves sempre para a altura:
Vem a Vizela ver a formosura!

Poema de Abel






Aquele Abraço