sábado, 5 de junho de 2010

Está quase... meu Deus!



O Orfão

Andei na praia a apanhar
Sardinha para vender
E junto àquele Mar
Fartei-me também de sofrer!

Passei fome, passei frio...
Mas nunca roubei ninguém
Do avarento me rio...
Fiquei sem pai e sem mãe.

Dormi debaixo dos barcos
Tendo como cama o chão
Quando chovia, os charcos
Eram o meu triste colchão!

É tão triste não ter pais
Para nos acarinhar,
Frases duras e brutais
Eu tive de as passar!

Resisti a tudo isto,
Não alongo mais a história.
Sofri como Jesus Cristo
Grande é minha Glória.

A história que vos contei
É real e verdadeira.
Gente boa que encontrei
Foi a grande companheira.

Poema de Eugénio de Castro Rodrigues Andrade (Matosinhos)

Aquele Abraço!

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