sábado, 19 de setembro de 2015

Para não esquecer o tema "Vindimas"


Uma justa homenagem aos vindimadores do genuíno néctar Português!









Aquele Abraço



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Serra de Pias / Valongo... devorada pelos incêndios!


No "Diário II - 1943" o mestre Miguel Torga ( + Sr. Adolfo Correia da Rocha ) desabafava:

«Os Homens só me deram tristezas!»



"Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no Mundo. Os homens só me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam... (...) A terra, com os seus vestígios e as suas pregas, essa foi sempre generosa. (...) Vivo a Natureza integrado nela, de tal modo que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espetáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno."

Mas nada é eterno, nem a paisagem em tons de verde (embora predominantemente eucalipto e algum pinheiro)  resiste a "mãos criminosas em época de eleições?!) que ouvi o Pedro desabafar... e que é sempre assim por estas alturas, se consultarmos nas estatísticas dos registos dos incêndios nas Serras de Santa Justa e Pias, em Valongo, por muitos consideradas «o Pulmão» do Porto.

O Mestre dizia-nos que a terra, com suas paisagens verdadeiras, transmite-nos Vida mas... também tem as suas "telas" de... Morte!









"Sempre que prestes a sucumbir ao morbo do desalento, toco uma destas fragas e todas as energias perdidas começam de novo a correr-me nas veias."

Quem dera, saudoso Mestre, que fosse assim! Quem dera! Também eu pensava!...






Até na cota mais baixa como no vale da ribeira de Fervença, imagino o susto dos moradores e também na oficina do Sr. Marcelino com o coração nas mãos, que felizmente o perigo foi combatido pelos Bombeiros até à extinção. Para os próximos anos fica um cenário... desolador!

Voltei a avistar esses montes
E hoje lastimam as feras...
Não há belos horizontes
Nem na alma... primaveras!




Aquele Abraço



sábado, 5 de setembro de 2015

As maravilhas das "Redes Sociais" e a Vida




Na edição nº 48 do Jornal Novo de Valongo, li estas "Três quadras simples" da autoria de Fernando Oliveira Faria (a quem aproveito para enviar os parabéns por estas publicações genuínas) que me fizeram lembrar aquele dia - já lá vão alguns anos - que encontrei o «Tony» ( para quem vai esta homenagem) numa tasca lá no parque de S. Salvador de Bouças a enfrascar p'ra esquecer o que lhe havia acontecido, depois que descobriu o verdadeiro "valor social" que as fantásticas "Redes Sociais" proporcionam aos seus registados utentes.

- Pára de beber e desabafa lá o que te fez cair assim nesse estado, disse-lhe.
E contou a história que aqui resumo, evidentemente:



( Tony / No ecrã )

« - Eu sempre gostei "dela", desde que a vi não me saiu mais do pensamento.
"Ela" tinha ficado livre e era a oportunidade, assim julgou, de se declarar, como muitos fazem, por um portal das "Redes Sociais" na página que "ela" havia criado e já lá tinha ido várias vezes, ou melhor, todos os dias, onde até constava dos primeiros da "lista de amigos".
- Fiz-lhe elogios e perguntei como... era possível? - disse ele.
Julgando-se bem intencionado, passados alguns minutos - na esperança de um só minuto - voltou a entrar na página e até já tinha parte do poema «perguntas» do Bruno, decorado para acrescentar e lhe dedicar. 
- Que poema é esse? - perguntei. Ainda o sabes?
- É esse mesmo, retorquiu. Também conheces?... insistiu já meio rouco.
- Ouve lá, conheço o quê? Estou te a perguntar se te lembras do poema!?
- É o nome dessa parte do poema: «Sabes?»
E disse todinho, sem falhar uma palavra que fosse:

«Sabes?
simplesmente pergunto se sabes...
sabes o quanto te amo? o quanto por ti sofro?
sabes que por ti choro? sabes que é contigo que sonho?
sabes que as tuas lágrimas em meu peito são adagas?
sabes que é por ti que vivo? e que só por ti morro?
sabes que é por ti que escrevo estas palavras?
sabes?
apenas pergunto se sabes... »




- Fantástico! ... disse eu. E então?
- Para meu desalento, a mensagem já havia sido retirada.
- Senti-me rejeitado, na verdadeira ascensão da palavra,.. disse ele com alguma raiva.
- Podia ao menos ler ou ouvir o que tinha para lhe dizer. Mas não, eliminou-me logo.
- Que se f... as redes sociais!... berrou bem alto.
Lágrimas escorriam-lhe pela face e começou a cambalear um pouco, quando aconselhei que fosse lá para baixo, p'ra praia refrescar-se da cabeça aos pés, que íria fazer-lhe bem.
Até pensei que tal como o Bom Jesus de Bouças ali no areal do Espinheiro recuperou o braço que havia perdido, quiçá, talvez por obra de mais um dos seus milagres, até ele encontrasse ali a sua... cara- metade.
Ele saiu, como que a dizer... paga lá isto!... e virei-me para o balcão e perguntei quanto era a dívida dos dois.
- Com a sua, são oito euros certos, disse.
Fosca-se, disse eu baixo para mim... o tipo já tinha mamado 7 bejecas!
Fica-me a dever esta, pensei. Que raio de maneira é sempre esta quando se quer esquecer... mágoas.
E saí a gracejar um pouco comigo mesmo, insinuando que como o gajo ainda é casado,  embutiu uma para cada... pecado mortal!... que caral... o que me havia de lembrar.

Deixamos de nos ver e passados tempos, encontrei-o numa ruela de uma "cidade nova" que foi outrora um alegre lugarejo onde se vinha da baixa para tomar ares e agora triste e poluída é cidade. Isto dá cada volta...



( Tony / Cara a Cara )

Então pá? Tá tudo ou quê?... perguntei e cumprimentamos-nos.
E arrematei logo:
- E "aquilo", como é que ficou aquilo, com "ela".
- Tá calado, pá... disse ele.
- Lá na praia, por algumas horas até adormecer, vivi os "Murmúrios do Mar" e passado mais de um ano, cumpria-se o pedido desse poema e lá parecia que vinha outra chance para me declarar... a "ela", não é?! ... teria que esperar... mas na conversa com quem estava ali também presente, ao perguntarem-lhe "vais voltar a casar?" ouvi bem explicadinho da sua própria boca:
- Não quero mais homem! Os homens são todos a mesma merda! Só pensam em sexo...!
Retirou-se uma vez mais desolado a pensar para consigo o que estaria errado, ou melhor, "lama sabachthani"?
Coitado do «Tony»... não tem mesmo sorte ao Amor!
Para não perder uma amiga, nunca a assediou mas foi metido no mesmo "saco" dos oportunistas.

( Tony / Época fria )

Tempos mais tarde, e para seu espanto, soube que "ela" o havia procurado, quiçá em desespero.
"Ela" sabia que ele era naturalista e gostava dos métodos biológicos. Costumava ir à lenha para se aquecer naquela época fria. Então, quis surpreende-lo... lá... e resolveu esperar convicta que ele aparecesse com o carrego às costas. Esperou... esperou... e como ele não aparecia, resolveu procurá-lo na vertente da serra entre os abrolhos, giestais e silvados e até andou próximo da corrente tumultuosa dum rio que não pára de correr.
Mas ele já tinha em casa lenha que chegasse para se queimar e não foi nesse dia.
Para seu desalento, procurou... procurou... até que num pulo a noite caiu cerrada e como é lógico, às escuras ninguém encontra... ninguém! E até hoje não mais se viram, considerando-se... amigos.




Moral da história

Para mim está bem explicado "É a Vida!":

A Vida nem sempre é o que a gente quer!
A Vida não é só no ecrã!
A Vida é o dia a dia e em todo o lado!
A Vida não espera por ninguém!


Terminada esta conversa, levantou-se da soleira, cumprimentou-me e foi-se embora, olhando para o relógio e que tinha pressa e nem abordou da despesa do tasco.
«Tony», sou teu amigo e espero que um dia pagues o que deves e desejo que te aconteça num novo amanhecer a paixão para voltares a amar, que um dia te desapareceu!

Aquele Abraço



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DIA DO CÃO - 2015

Olá

Recebi uma mensagem a alertar-me que hoje é o "Dia do Cão".
Então gostas tanto de animais e não publicas nenhum post sobre o «Fiel Amigo»?

Ok. Eu até nem era para publicar este ano nada... já tinha terminado os posts. Mas...

Pronto, para este dia e concretamente este maravilhoso e amigo animal de companhia, recolhi estes poemas, sentidos e magníficos, do Abade de Jazente, que ando a ler... e aqui vai a homenagem.

Hoje o "Abraço" é muito especial para todos que possuem cães como companhia mas, acima de tudo, os estimam e nunca os abandonam!

Bem hajam!  





As palavras, ou melhor, neste caso acima descrito, os poemas/sonetos magníficos, são para quem vê este post, talvez o que mais conte, o que mais goste.
Todavia, gostava também de deixar algumas imagens, tão sentidas e impressionantes, pelo menos para mim foram, quando em Dezembro, pelo Natal de 2008, presenciei esta cena, verdadeiro testemunho da mais pura relação de Convivência/Amizade entre o homem e o cão, verdadeiro fiel amigo. Os protagonistas destas imagens que me deixaram os olhos a escorrer água, eram o "migrante" Yaroslav Tarnavskyy e o seu companheiro «Smart» do dia a dia bem como da gruta onde dormiam à noite, junto à "Casa de Deus" que os homens edificaram, o templo do Bom Jesus de Matosinhos.
Ainda recordo aquelas palavras que me puseram a chorar à frente deles, quando instado com algumas perguntas que lhe fiz, me disse:
- De meu, não tenho mais nada... só ele... o «Smart».
- À noite ele deita-se ao meu lado no chão da gruta, em cima dos cartões e já tenho menos frio! 

As fotos: 








Aquele Abraço

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cada um queixe-se de Si


(como hoje foi mais um dia azarado...)

Queixa-se da fortuna um descontente,
Outro da sua estrela, outro do fado,
Outro da sorte; e sempre um desgraçado,
Encontra desabafo no que sente.

Alguns cuidam que o mal é contingente,
E pragueja do acaso; outro indignado
Grita, lamenta e diz que o Céu sagrado
É surdo à rouca voz da triste gente.

Há gente que aos Santos Deuses ameaça,
Que lhes chama cruéis, e o desatino
A negá-los de todo às vezes passa.

Eu só contra mim brado e me incrimino;
Pois sei que sou no extremo da desgraça,
Artífice infeliz do meu destino!

(Soneto de Paulino António Cabral-Abade de Jazente)


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Meditando «O Homem, esse desconhecido, perante a Vida»

Do grande pensador Dr. Alexis Carrel:

(...) Vive o Mundo no momento que passa, horas dramáticas da sua existência multi-secular.
Naufragaram os sistemas. Faliram as ideologias. As mais engenhosas e promissoras doutrinas, arquitetadas por filósofos e pensadores, e postas em prática por homens de Estado, políticos, economistas e pedagogos, assistem, na hora presente, aos funerais de uma civilização que elas próprias forjaram, alheias à grande e silenciosa lição da natureza da Vida.

A todo o momento o Mundo parece desmoronar-se, sacudido pelo ciclónico vendaval do erro e da mentira, há que salvar e seguir, a todo o custo, as inelutáveis leis da Vida.

Perante um Mundo ansioso, (onde se inclui a Europa e Portugal), à deriva, em riscos de perder identidade, de subverter-se, importa pregar a urgente cruzada do regresso aos caminhos da salvação - aos caminhos que conduzem ao triunfo da Vida.  Independentemente de cada religião ou ideologia política, cada qual faça a sua parte para que todos nos salvemos dessas garras demoníacas, que há muito se julgara terem desaparecido. O divórcio do Homem com a realidade, repercute-se no que a civilização moderna tem desobedecido às leis naturais. A resposta é nos dada pela vida: o fruto das nossas desgraças, na estrada do tempo à mercê do chamado "progresso da tecnologia" esquecendo das elementares necessidades do nosso corpo e da nossa alma. A história da nossa emancipação moral e do desprezo que damos ao que é  divino, confunde-se com a desobediência às leis essenciais da natureza. Por todo o mundo se mata pela procura do lucro imediato, em milhões que se roubam aos povos. O "Homo Económicos" foi uma criação do liberalismo e do marxismo, não da Natureza.
O ser humano não foi criado apenas para produzir e consumir. Ocupado nestas tendências, deixa de ter Amor pelo que é belo e natural, esquece o sentimento religioso, a curiosidade intelectual e imaginação criadora pelo Bem, pelo espírito de sacrifício, e viver sem destruição contínua. A auto-disciplina é procurar na natureza o que é belo, é procurar um caminho espiritual, é procurar Deus.
E as "Regras para a conservação da Vida" são tão simples: Não a destruir nos outros nem em nós!(...)

Que estas eloquentes palavras apontem aos homens do século XXI as redentoras estradas do futuro.

Sem HUMILDADE, nada!




Aquele Abraço



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Concurso de Fotografia 2015 da QUERCUS

DIVULGAÇÃO

(para quem gosta e tem boas machines,  como o Filipe Pinto… Desculpa lá e recebe os Parabéns… atrasados!... a agenda neuronica pifou…)

Todos os dias, no mundo, são partilhadas milhões de fotografias via Internet e, a julgar pela animação vivida nas redes sociais, prevê-se que este número aumente ainda mais. O objectivo do CONCURSO DE FOTOGRAFIA QUERCUS – BMW I é o de acompanhar por dentro todas estas mudanças, estimular e promover a actividade fotográfica através da observação e protecção da natureza.
Tem como destinatários toda a comunidade de fotógrafos amadores e profissionais que pretendam ver os seus trabalhos expostos e avaliados pela sua qualidade, inovação e criatividade.
Nesta edição as categorias a concurso são:
- Agricultura e Natureza (Categoria A)
- Insetos e outros artrópodes (Categoria B)
- Aves (Categoria C)
Para além das categorias há também o PRÉMIO ESPECIAL BMW i
- Paisagens Fluviais (Categoria D)
Este é um fórum que, através de uma competição, junta as pessoas que gostam de fotografia e que amam a natureza. Queremos que nos contem as vossas histórias através da arte da imagem e que partilhem connosco os vossos pontos de vista e a vossa inspiração.

p.s. (que tal se enviar esta para Categoria B?! Safo-me ou não?)





Aquele Abraço