quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Meditando «O Homem, esse desconhecido, perante a Vida»

Do grande pensador Dr. Alexis Carrel:

(...) Vive o Mundo no momento que passa, horas dramáticas da sua existência multi-secular.
Naufragaram os sistemas. Faliram as ideologias. As mais engenhosas e promissoras doutrinas, arquitetadas por filósofos e pensadores, e postas em prática por homens de Estado, políticos, economistas e pedagogos, assistem, na hora presente, aos funerais de uma civilização que elas próprias forjaram, alheias à grande e silenciosa lição da natureza da Vida.

A todo o momento o Mundo parece desmoronar-se, sacudido pelo ciclónico vendaval do erro e da mentira, há que salvar e seguir, a todo o custo, as inelutáveis leis da Vida.

Perante um Mundo ansioso, (onde se inclui a Europa e Portugal), à deriva, em riscos de perder identidade, de subverter-se, importa pregar a urgente cruzada do regresso aos caminhos da salvação - aos caminhos que conduzem ao triunfo da Vida.  Independentemente de cada religião ou ideologia política, cada qual faça a sua parte para que todos nos salvemos dessas garras demoníacas, que há muito se julgara terem desaparecido. O divórcio do Homem com a realidade, repercute-se no que a civilização moderna tem desobedecido às leis naturais. A resposta é nos dada pela vida: o fruto das nossas desgraças, na estrada do tempo à mercê do chamado "progresso da tecnologia" esquecendo das elementares necessidades do nosso corpo e da nossa alma. A história da nossa emancipação moral e do desprezo que damos ao que é  divino, confunde-se com a desobediência às leis essenciais da natureza. Por todo o mundo se mata pela procura do lucro imediato, em milhões que se roubam aos povos. O "Homo Económicos" foi uma criação do liberalismo e do marxismo, não da Natureza.
O ser humano não foi criado apenas para produzir e consumir. Ocupado nestas tendências, deixa de ter Amor pelo que é belo e natural, esquece o sentimento religioso, a curiosidade intelectual e imaginação criadora pelo Bem, pelo espírito de sacrifício, e viver sem destruição contínua. A auto-disciplina é procurar na natureza o que é belo, é procurar um caminho espiritual, é procurar Deus.
E as "Regras para a conservação da Vida" são tão simples: Não a destruir nos outros nem em nós!(...)

Que estas eloquentes palavras apontem aos homens do século XXI as redentoras estradas do futuro.

Sem HUMILDADE, nada!




Aquele Abraço



Sem comentários:

Publicar um comentário