quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

XXXI Exposição de Aves - Matosinhos (1)

Olá Amigos

Decorreu de 18 a 21 de Novembro deste 2010 a XXXI Exposição CIOM (Clube Independente Ornitológico de Matosinhos) conjuntamente com a V Exposição CCAP (Clube do Canário Arlequim Português) e uma vez mais no lugar da Ponte da Pedra, em Leça do Balio.
Bem pertinho de S. Mamede de Infesta, não podia deixar de visitar este singelo evento, organizado sempre com dedicação da Direcção e sócios, criadores de aves de companhia, um hobbye fascinante para quem tiver espaço e queira preencher o tempo com um entretenimento construtivo e ao mesmo tempo ajudando a preservar a Natureza.
Estavam expostas muitas aves - cada vez mais - dos variados grupos e raças, que o juri ajuizou e pontuou mais as de melhor qualidade, premiando quem dedicou grande parte do tempo só para elas e deste modo são recompensados. Os que não foram distinguidos aprendem a melhorar e a aperfeiçoarem a qualidade do seu plantel, criando as suas aves dentro dos parâmetros das suas regras e obedecendo às espécies, classes, cores, formas e tamanhos de origem que são reconhecidos, entre outros factores, bem como as mutações permitidas e já acreditadas quer em Portugal, quer internacionalmente. Achei, por exemplo, alguns "gloster" demasiado gigantes em relação ao tempo que também criei.
Por isso é que não adianta aos criadores que querem expor/competir (e no caso particular que observei do canário "Arlequim Português") cruzar lipocromos com melânicos ou simples pintos(variegados) e considerá-los iguais aos de raça já apurada há alguns anos, uma raça de que gosto de ver por ser Portuguesa e que alguns têm trabalhado com afinco para a melhorar e ser reconhecida em todo o Mundo. Considerado um canário "Policromo" podemos vislumbrar seis cores misturadas, desde o amarelo, cinza, laranja, bronze, branco e verde. Além destas cores, sobressai o castanho do dorso, que não toma a cor de fundo, geralmente alaranjada e os bastonetes são pretos. É um canário sempre vivo, rústico e alegre quando em perfeitas condições de saúde. Repare-se que esta raça permite uma grande variedade de desenhos que o tornam fascinante pelo imprevisto que cada nova geração traz, dando inclusive mais vida e alegria às exposições de aves, ao contrário de muitos corredores cheios de aves todas iguais e algo monótonas. Se formos a ver e para gáudio dos antigos mestres passarinheiros, o canário "Arlequim Português" já se criava há dezenas de anos, só que agora com a totalidade das seis cores misturadas e o tamanho particular, sem grandes "estroncamentos" com yorkshires ou lencashires que o tornem demasiado esguio e de poupa à inglesa. O canto deve ser sempre forte a condizer com a vivacidade e não suave, com muito "tcha, tcha, tcha pelo meio" ou a "bater castanholas".
Claro que o júri descortina as irregularidades e simplesmente desclassifica essas aves trazidas pelo seu criador iludido.- Os "pais" destes desclassificados são de boa raça e foram adquiridos de confiança - murmura alguém inconformado. E ouve-se também dizer que a culpa de serem desclassificados é... do Pinto da Costa. Quem diria!

Para se evitar ou minorar estes dissabores, estou a lembrar dum conselho já muito antigo:

« (...) Todo o individuo que quer ser criador de canários ou criar várias raças, deve antes de investir e comprar exemplares, fazer primeiro um estudo da canaricultura, das raças que quer criar e onde vai adquirir. No caso especial do "Canário Arlequim Português" existem já bons criadores que dão consistênsia às linhas desta raça.
Se queremos expor e competir, deve-se, pois, adquirir aves a criadores em que (todos!) os seus pássaros manifestem boas características, ou seja, criadores de topo desta raça. Todavia, não nos devemos iludir pelo nome ou pelo facto de alguns criadores serem também juízes. O facto de ostentar essa classificação, não significa que só tenha bons exemplares e que vá ceder os puros. Estes, devem por isso facultar o cadastro das aves que estão sendo adquiridas e serem transparentes na sua venda, para evitar dissabores ao adquirente.»

Continua...

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