quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia Mundial da Fotografia 2010

A paixão pela fotografia

Um dos meus passatempos e sempre interligado ao Pedestrianismo e à Natureza, é a fotografia.
Desde jovem que me fascino por fotografias. Gostava de ver belas fotos, em revistas e livros, nomeadamente de paisagens e animais e apaixonei-me mesmo por esta forma de arte.
O que não quer dizer, - nomeadamente por razões económicas - que igualmente me apaixonasse por máquinas fotográficas de alta gama.
A fotografia para mim, é simplesmente... aquele momento que vislumbro, que me diz algo, que me sensibiliza e pretendo guardar, para mais tarde recordar. Puro amadorismo.
Um grande mestre desta arte, o cubano Alberto Dias "Korda", ficou famoso ao imortalizar uma foto que tirou a Che Guevara que correu todo o mundo intitulada "Guerrillero Heroico".
Nuns breves segundos estava ali o seu primeiro grande momento.
Um dia, já grande profissional, explicava numa entrevista a razão do seu sucesso:

«Só se vê com o coração. O essencial é invisível aos olhos!»
Mesmo com grande máquina tirar uma fotografia não é apenas disparar e... pronto, já está.
Tem de haver sensibilidade e noção que se está a registar cada momento como único, singular. Para mim é também mais uma forma de me exprimir aos outros. Sempre que ofereço ou publico fotos, estas têm que traduzir alguma mensagem que as pessoas compreendam, que faça sentido a imagem que se observa.
Tinha já 17 anos quando comprei a minha primeira máquina fotográfica tradicional, de rolos de película. Foi numa loja comercial de electrodomésticos na Rua do Loureiro, no Porto, onde se arranjava com preço mais económico. Era uma "Halina-Vision Mini 28DF". Ainda ligava o flash manualmente, rodando um pequeno botão para On/Of e um perno para fazer avançar o rolo, igualmente manual. Avariou e já em 1995 comprei uma “Nikon Zoom AF500”. Este modelo foi já um pouco caro para mim, mas permitiu-me melhorar a técnica e já tinha zoom para aproximar a imagem. Comprava a película de rolo, que permitia reproduzir 24 fotos. Poucas de cada vez, que desse para vários momentos e quando levasse a revelar estivessem todas boas. Em 2004 entrei na era da câmara digital e comprei uma “Kodak EasyShare C340”. Tiro sempre em 2576 x 1932 pixels (5,0 MP) a sua resolução máxima para ter melhor qualidade. Comprei o cartão SD Card “Kingston” de 2GB que permite o armazenamento de mais de 100 fotos.

Tiro fotos das caminhadas que efectuo, a pessoas, paisagens, animais e até "macro". A "Macrofotografia" é a fotografia a pequenos seres, como insectos e outros objectos minúsculos, que passam despercebidos ao nosso olhar comum. Fotografa-se no seu tamanho natural ou aumenta-se um pouco o zoom para ligeira aproximação. Estas "Macrofotos" fizeram crescer ainda mais a minha sensibilidade para com a Natureza. Era tanta a biodiversidade que me passava despercebida e que agora procuro incessantemente para fotografar.
A origem da fotografia tradicional remonta ao sec. XIX. Era apenas a preto e branco. Durante mais de cem anos evoluiu para as actuais performances a cores e nos dias de hoje impera a fotografia digital. As máquinas de rolo já passaram à história e as câmaras digitais são já um produto de consumo cada vez mais acessível, substituindo positivamente as tradicionais, possibilitando variadas aplicações, como por exemplo passar as fotos por um cabo USB para o nosso computador, guarda-las e trabalha-las como melhor nos apetecer. As câmaras digitais foram inicialmente um pouco caras, mas a quantidade de fotos que se pode tirar, eliminar e repetir novamente, sem ter que gastar dinheiro a comprar e levar o rolo de 24 fotos a revelar, compensa indiscutivelmente. Têm também a vantagem prática de não ter que visualizar aquilo que pretendo tirar apenas pelo minúsculo visor. Trazem um painel LCD de cristal que permite pré-visualizar sem esforço e pode-se de imediato eliminar elementos da composição da imagem com deficiências, como desfocagem do objecto, apagar logo estas fotos e voltar a disparar antes de guardar na memória e ver em casa no computador.
Como estou sempre a aprender, a curiosidade levou-me a comprar o livro "500 sugestões, dicas e técnicas da fotografia digital" para ir aprofundando os conhecimentos da técnica fotográfica e quiçá, um dia já mais preparado vir a comprar uma câmara melhor.

A fotografia é também um meio de “Defesa do Ambiente”

A fotografia tem um papel muito importante na defesa do ambiente e da conservação da Natureza. Desde um emocionante disparo da câmara aos garranos ocultos entre a vegetação, com motivo para registar e divulgar com satisfação e regozijo, já uma espécie quiçá rara e encontrada morta, é caso para preocupação e alerta de consciências.
Para além do entusiasmo que transmite a quem está a fotografar, incentiva a criarmos a nossa própria colecção ou de grupo e a divulgar ao Mundo. Apodera-se uma cada vez mais forte sensibilidade ao Naturalista, que o faz apreciar e defender ainda com mais garra tudo o que fotografou e deseja vir a encontrar puro numa próxima visita.
Tenho colocado nas páginas da Internet muitas fotografias naturais que tiro, bem como algumas delas em montagens de temas que elaboro com programas de colagem e efeitos, para que as pessoas vejam e critiquem, mas sobretudo compreendam as mensagens que as mesmas transportam.
Estima-se que hoje em todo o Mundo, biliões de pessoas utilizem a câmara de fotografia em formato digital, agora também incorporada em telemóveis, nomeadamente para registar motivos profissionais, logísticos e na grande maioria como passatempo.
Já participei em alguns concursos de exposição fotográfica e fotos minhas já foram premiadas, inclusive em 1º lugar. A câmara fotográfica é um objecto que já não dispenso de levar nas minhas caminhadas pessoais ou eventos colectivos, pois permite registar belos momentos que posteriormente guardo e que por serem tantos se apagariam com o tempo da minha memória.
Quem quiser pode enviar-me fotos suas que terei muito gosto em publicá-las aqui neste meu e vosso blogue.

Aquele Abraço

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