sexta-feira, 4 de abril de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Primavera... são flores e dores!



DORES E FLORES

Trabalho com alegria e sofro.
Tenho dores de rim de minha mão,
Ao recordar o tempo ido de sopro
Em conversa amiga com alemão.

Na Paz e na guerra há sofrimento,
Pois tenho já barbas pretas e brancas,
E neste meio ainda me contento,
Desde que no mundo ouço almas santas.

Sinto uma velhice de mocidade
Sinto uma mocidade de velhice,
E por isso é que por aquilo que disse,
Que de novo já mantenho saudade.

Voltar de novo à mocidade antiga,
É girar de velho de vidas novas,
Numa evolução sem ser de covas,
Que deles haverá mais fadiga!

Vejo arder a luz dum candeeiro,
Vejo arder a luz duma lanterna,
Mas nunca a luz maior do sol inteiro,
Que mais teria gasto à sua berma.

Se nos caminhos há dores nos pés,
Se nos trabalhos há dores na mão,
Virão, por vezes, sonhos de revés,
Que darão mais alma ao coração.

Poema de Vasco de Almeida Martins


domingo, 16 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

19 de Janeiro é o dia de José Fontinha


VER CLARO

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.

Poema de Eugénio de Andrade (Os sulcos da sede)











Eugénio de Andrade nunca quis protagonismo e viveu sempre extremamente distanciado do que se chama vida social, literária ou mundana, avesso à comunicação social, arredado de encontros, colóquios, congressos, etc. e as suas raras aparições em público devem-se a essa "debilidade do coração, chamada... amizade!"
A 13 de Junho de 2005 deixou esta terra este grande Homem e poeta!

Aquele Abraço


domingo, 5 de janeiro de 2014

2014 = «ENIGMA»




Até qualquer dia e que Deus nos ajude a todos!
Aquele Abraço