terça-feira, 13 de março de 2012

Ditados Populares - MARÇO


- Em Março, tanto durmo como faço.
- Sol de Março, queima a dama no paço.
- Água de Março, pior é que nódoa no pano.
- Março, marcegão, pela manhã rosto de cão e à tarde de bom Verão.
- Quando troveja em Março, aparelha os cubos e o baraço.
- Vai-te aos cubos do moinho,
Teu braço a novos proveja,
Quando por Março troveja.
- Quem poda em Março, vindima no regaço.
- Podar em Março é ser madraço.
- Temporã é a castanha que por Março arreganha.
- Se queres bom cabaço, semeia em Março.
- O grão em Março, nem na terra nem no saco.
- Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
- Quando Março dá de rabo,
Nem ovelha com chocalho,
Nem pastor açamarrado.
- Em Março, queimou a velha o maço;
Em Abril, queimou a velha o carro e o carril;
E uma cama que lhe ficou,
Em Maio a queimou;
E ainda lhe ficou como um punho,
Que acabou em Junho;
- Se não chover entre Março e Abril,
Venderá el-rei o carro e o carril.
- Se o cuco não vem entre Março e Abril,
Ou o cuco é morto ou está p'ra vir.
- No tempo do cuco, chove de manhã, de tarde está enxuto.
- Março ventoso,
Abril chovoso,
Maio amoroso,
Fazem o ano formoso.
- Quando Março sái ventoso, o Abril sai-nos chuvoso.
- Nas tardes de Março recolhe o teu gado.
- Em Março, merenda e pedaço,
Em Abril, merenda e merendil.
- Sol de Março, pega como pegamaço,
E fere como maço!

( Recolha Literária Popular )

quinta-feira, 1 de março de 2012

18º Cortejo de Carnaval (2012) - S. Mamede de Infesta

Assistimos na passada terça-feira, 21 de Fevereiro e "Dia do Entrudo", ao desfile do "Cortejo Carnavalesco" promovido uma vez mais pela Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, que já vai na 18ª Edição.
O cortejo tem sido realizado com regularidade nos últimos anos, graças ao esforço e determinação não só da Junta de Freguesia, mas também da colaboração importante das Associações de Pais dos estabelecimentos de ensino, Agrupamento das Escolas, Rancho Folclórico e diversas Coletividades...
Os Bombeiros e a Polícia de Segurança Pública dão igualmente o seu contributo.
Este ano o cortejo foi um pouquinho mais parco de desfile e ideias alegóricas, fruto evidentemente da crise e da austeridade imposta por quem governa. Faz-se o que se pode, não é verdade?! 
Iniciando junto do Largo da Capela de Santo António do Telheiro, com os motards de S. Mamede de Infesta à frente e logo seguidos da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de S. Mamede de Infesta, atravessando a ponte sobre o Rio Picotos pela Rua Silva Brinco, passando pela Junta de Freguesia. Foi por aqui que estivemos a contemplar o desfile.
Aqui ficam várias fotos, algumas salpicadas com quadras do poeta Aleixo,  para guardar e mais tarde recordar.
 









































 
Obrigado e até à próxima edição.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ditados Populares - FEVEREIRO


- Lá vem Fevereiro, leva a ovelha e o carneiro.
- Em Fevereiro, o 1º dia jejuarás; o 2º guardarás; e o 3º irás a S. Brás.
- Nossa Senhora da Luz:
Se a Senhora da Luz chorar,
Está o Inverno a acabar;
Se a Senhora da Luz rir
Está o Inverno p'ra vir.
- Nossa Senhora das Candeias:
Se a Nossa Senhora chora
Está o Inverno fora;
Se a Senhora rir
Está o Inverno por vir.
- Fevereiro, afoga a mãe no ribeiro.
- Fevereiro, couveiro, afaz a perdiz ao poleiro;
Março, três ou quatro;
Em Abril está cheio o covil;
Em Maio... pio, pio, pelo mato.
- Fevereiro, recoveiro, faz ir a perdiz ao poleiro.
- A castanha e o vesugo, em Fevereiro não tem sumo.
- Para parte de Fevereiro, guarda lenha no telheiro.
- Em Fevereiro, fêveras de frio e não de linho.
- Água de Fevereiro, mata o onzeneiro.
- Se não chover em Fevereiro, nem bom prado, nem bom palheiro.
- Em Fevereiro, vai a velha p'ro soalheiro.
- Pelo S. Matias - antes de Março 5 dias - salta a boga na cascalheira.
- Por S. Matias, as noites são iguais aos dias.
- Pelo S. Matias, começam as enxertias.
- Fevereiro coxo, em seus dias vinte e oito.
- Fevereiro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
- Se neve em Fevereiro cair da Serra, poupa um carro de estrume à terra.
- Se em Fevereiro não chover,
Não terás prado abundante,
Nem centeio hás-de ter!

( Recolha Literária Popular ) 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados... d'outros tempos! (1)

Carta de Amor de um rapaz de Celorico de Basto para a namorada de Fafe


(Recolha Literária -de: Fernando Castro Pires de Lima)   
-Cancioneiro de Celorico de Basto/Cantares do Minho 1-

Dia dos namorados...d'outros tempos! (2)

Poemas



(Recolha Literária - Folclore Popular sec.XX - Gaf. da Encarnação/Ílhavo)

domingo, 22 de janeiro de 2012

A fala do lume... de antigamente!


Eu fui a árvore do monte,
Linda fonte de verdura,
Sem nunca ver uma fonte.

Vivi cem anos, segura
Da minha vida inocente,
Fecunda, bondosa e pura.

Mas, um dia, ao Sol-nascente,
Vieram homens... morri,
Sempre formosa e contente.

É meu corpo, agora e aqui,
Fonte de luz e calor;
E vejo o que nunca vi.

Ardo em frémitos de amor
Na lareira pobrezinha
Do rude e bom cavador.

Tudo de mim se avizinha:
Mãe e Pai, filhos pequenos,
A velha e santa avózinha.

O próprio cão do pastor
Tem doce partilha igual
Nas bençãos do meu calor.

Lá fora, que vendaval!
Que noite escura, que frio,
Que desesperos, que mal.

Ralha o trovão, chora o rio,
-E dou luz à casa toda!
Canto, abençoo, sorrio.

E a família à minha roda:
Cisma o pai na sementeira,
A filha sonha na boda.

E subo mais vivo e puro;
-Aceno, digo que sim;
Leio nas sombras, murmuro...

Almas tão lindas! Ao vê-las,
Brilho mais e mesmo assim,
-Dou-lhes eu luz - ou são elas
Que me dão a luz a mim?...

Poema de António Correia de Oliveira