terça-feira, 16 de novembro de 2010

5ª EDIÇÃO S. MARTINHO - 14/11/2010 (2)

MAGUSTO DA FREGUESIA DE MONDIM DE BASTO

No livro “Corre-me um Rio no Peito”, Luís Jales de Oliveira, escritor e grande poeta da terra, escreve emocionado:
(...)Dói-me que se esfume o arco Romano-Medieval de Vilar de Viando e o mítico lugar da Chavelha, braços de ligação, travessias sagradas e caminhos velhos do Mundo, por onde Faros e Linceus, Bubalos, Equaesios e Souseus, Celtas, Nemetanos, Romanos, Franceses e Peregrinos de Santiago deambularam e construíram os seus destinos. Dói-me que se afoguem as figuras humanas pré-históricas e as carrancas dos Celtas esculpidas nas fragas e nos patamares do romântico moinho e que se oculte, para todo o sempre a ara do Calhau Furado.Dói-me que se desvaneça o culto de Apolo que marcou aquelas margens, o culto das travessias e mais tarde o culto do Senhor da Ponte, em honra do qual se viria a construir (sobre o túmulo de um centurião romano) a encantadora Capela, com o mesmo nome, engalanada com pinturas "naif" para albergar o antiquíssimo cruzeiro de granito, famoso pelos milagres realizados, por promessa de um casal de moradores.Para montante da Ponte de Mondim os crimes continuarão e o lençol opaco e mal cheiroso abafará, sem apelo nem agravo, as margens idílicas (...)


HERANÇA

Quando regresso, todos os dias, há uma ponte,
Há um rio com moinhos e um monte,
Na visão mais pura e bela
Que abençoou os meus trilhos;
Quem me dera emoldurar aquela tela,
Para os filhos dos meus filhos!

Luís Jales de Oliveira

Continua...

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