quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Limpar Portugal.Passaram 6 meses após o "Dia L".

Olá

Está quase a fazer 6 meses que aconteceu o dia das limpezas em Portugal, o dia 20 de Março de 2010, conhecido por todos nós como o "Dia L". Esse dia em que mais de cem mil voluntários por todo o País, com condições climáticas nada agradáveis, altruistas se entregaram de corpo e alma, sem interesses ou fins lucrativos, à limpeza das matas e dos espaços envolventes de cada freguesia que aderíu ao projecto "Limpar Portugal", tendo sido recolhidos milhares de toneladas de resíduos pelos voluntários, deixando esses espaços da natureza mais limpos e agradáveis. No concelho de Matosinhos, por existirem focos de lixeiras espalhados pelas freguesias, não foi excepção e no caso concreto de S. Mamede de Infesta o civismo de sete dezenas de participantes concentrou-se na actuação daquele dia em três pontos fulcrais infestados de lixo e entulhos.

O apelo aos cidadãos por parte da organização do projecto Limpar Portugal, pela comunicação social e até pelo Sr. Presidente da República foi unânime em considerar este acto como uma grande prova de civismo, socialmente construtivo e demonstrando por parte de todos nós a preocupação com o ambiente que nos rodeia e que devemos preservar e sempre que possível melhorar, como exemplo para as gerações do futuro.
Assim sendo, o espaço limpo no "Dia L" seria para continuar «todos os dias!», para que uma nova data jamais tivesse que ser calendarizada e um novo programa de limpezas entrasse numa "moda" anual, ou seja: Nós limpamos e outros sem escrúpulos a sujar Portugal!

É na realidade triste e desanimador aquilo que continua a acontecer nos espaços públicos e na Natureza, onde o «Homo-Urbanos» continua a depositar os seus resíduos sobrantes de obras, os lixos domésticos e equipamentos avariados, pensando ele, quiçá, que "para o ano eles voltarem a limpar, é preciso sujar".

Mas...como dizia o poeta...

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"


Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca mais vou por ali...

Até à próxima

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