segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hoje é o Dia Mundial do Gato



Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.



Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.



És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu!

Fernando Pessoa




Aquele Abraço para todos que têm GATOS !



sábado, 6 de agosto de 2016

Walking Class 2016 - Apresentação


Educação pela vontade

«Nós não podemos salvar todos. Até nem podemos fazê-lo a nenhum, se ele não puser a sua vontade à frente de tudo. Evidentemente que nós não podemos esperar acerto perfeito. Vós não podeis acertar perfeitamente, por agora. Isso é fruto da idade e da experiência e nenhum de vós tem uma coisa nem outra. Não podeis por agora acertar perfeitamente, sim. Mas podeis fazer por acertar.»

Pai Américo (Cantinho dos Rapazes)






Para breve, mais... tiros do "evento"!

Aquele Abraço


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Praia da Azurara... recordações!




AZURARA

Se me não lembra Azurara
Perco o menino que fui...

Perco o menino que fui...
Dele esqueço quem ficou
Se me não lembra Azurara
Nas areias que pisou...

Nas areias que pisou...
Da foz do Ave ao Mindelo
Se me não lembra Azurara
Corro o risco de perdê-lo...

Corro o risco de perdê-lo...
Menino sem tempo ou espaço
Que à falta de balde e pá
Brinquedo fez do sargaço...

Brinquedo fez do sargaço...
E das dunas fez abrigo
Viu traineira, viu farol
E comeu do pão de trigo...

E comeu do pão de trigo...
Dobrou o rio, subiu
À ponta do paredão
E depois ninguém o viu...

E depois ninguém o viu
Ir ao pinhal por pinhões
Fugir da sesta às enguias
Fartar-se de mexilhões...

Rolar nas ondas... cair
Assim como quem desmaia
Entre toda a porcaria
Que desagua na praia.

Azurara, Agosto de 1981 
Poema de Joaquim Santos Silva

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Ajudar os BOMBEIROS DE VALONGO


DIVULGAÇÃO



Uma forma prática de ajudarmos os "Soldados da Paz" !

Aquele Abraço

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Conservação da Natureza 2016


A Criação do Mundo 
(Sexto Dia)




Miguel Torga


Os Passadiços do Paiva (na vertente do Areinho)



O Paiva e a “Arouquesa”

Naquele tempo, - quantos fins-de-semana! – punha-me a pé bem cedinho, ás vezes debaixo de nevoeiro cerrado aqui pelo Porto, mas eu, crente, metia-me por aí fora em direção de Arouca. Tomava-se o pequeno-almoço na região e dirigia-me rapidamente e sem perder tempo para a estrada que leva a Telhe, para atravessar o Rio Paivô, afluente do Paiva, na ponte da aldeia que lhe dá o nome, Ponte de Telhe.




Num ápice estava em Janarde, ou melhor, no caminho regional próximo ao paradisíaco “Areinho de Janarde” e estacionava o carro debaixo dum frondoso carvalho mesmo à entrada do carreiro que desce e leva ao leito do Rio Paiva. Embora aqui com pouco caudal e temperatura excelente, o fundo é predegolhoso e com seixos muito escorregadios, ao qual para perfeito equilíbrio tinham que se adaptar pessoas e animais, porque os peixes que se avistavam a olho nu, esses estavam no seu mundo natural e nadavam harmoniosamente. Atravessávamos a vau – raramente a água chegava aos joelhos – munidos de toalha e um guarda-sol e algumas coisas mais indispensáveis, como as seladas e bebidas num balde com gelo, atracava neste outro “paraíso escondido” das águas do Paiva, esse rio imponente e tão afável, que guardarei sempre no meu coração!




Depois do primeiro banho, esticava-me sobre a toalha e… cochilava… e sonhava…
Mas, sempre por volta das onze/meio-dia, um som de chocalho já bem meu conhecido, entoava nos meus ouvidos, que pressentia ainda estar longe, e despertava-me, dizendo para mim mesmo: - Já lá vem “ela”! Espero que me venha cumprimentar aqui junto do guarda-sol! Será hoje que me deixa tocar-lhe?!





Mas, não! Olhava-me uns breves instantes fixamente e enquanto enxotava com a cabeça e a cauda as moscas que a afugentavam, encaminhava-se direitinha para o mesmo local de travessia do leito do Paiva e nunca eu antes a tinha visto nem ela a mim.





Deixa estar – dizia para comigo – não forces nem alteres o que ainda resta nesta região sagrada e inóspita, com os seus usos e costumes e a sagrada Natureza ainda te podem oferecer!
Esta vaquinha amarela fazia-me recordar os meus tempos de infância e adolescência, quando fugia para os campos, para junto dos animais e do fascínio da Natureza!






E foi assim, durante anos, mais um episódio… a visita da “arouquesa” naquele outro meu “paraíso escondido”, na praia do Areinho em Janarde, uma pequenina aldeia de Arouca, nas margens do Paiva.




O meu poema preferido sobre o RIO PAIVA





Testemunhos de alerta e preocupação com a Natureza… Hoje!




Também podes ver aqui:





E deixo ainda (na perspetiva de um Futuro promissor!) este belíssimo poema:

SOBRE UM TRISTE RAIZEIRO

Sobre um triste raizeiro

À beira do caminho
Nascerá um pinheiro
Com bagas de azevinho

Com bagas de azevinho,
De louro ou medronheiro,
Sobre um triste raizeiro
À beira do caminho
Nascerá um pinheiro.

Poema de : Santos Kim


Aquele Abraço

segunda-feira, 25 de julho de 2016

60 anos da Morte do Padre Américo (2)


























« A MINHA OBRA COMEÇA DEPOIS DE EU MORRER!» ... Pai Américo


Aquele Abraço