sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

5ª Edição da Matança do Porco (2)

Freguesia de Mondim de Basto 2011

Caminhada com cerca de 12 km. Participaram 159 Pedestrianistas

FOTOS DO EVENTO





















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5ª Edição da Matança do Porco (3)

Freguesia de Mondim de Basto 2011

O Fim de tanta beleza natural de Mondim de Basto


Tâmega - Barragem de Fridão

(Barragem rouba lares a famílias do Tâmega - 56 casas afetadas)


“Bom dia, são da EDP?”. A interrogação de Maria Carvalho, 67 anos, é pertinente e é por isso que confunde a equipa de reportagem do GRANDE PORTO com os técnicos que, no domingo passado, estiveram em Vilar de Viando, Mondim de Basto, a anunciar a Barragem de Fridão...

Em Vilar de Viando, a Barragem de Cabril, que deverá estar em funcionamento em 2015, irá afectar a Ponte Medieval, a Capela do Senhora da Ponte e uma outra ponte que data do Estado Novo.

Apenas os dois primeiros equipamentos serão desmontados e transladados para outro local, ainda por definir. No total dos cinco municípios afectados com a construção da albufeira da barragem, contam-se 56 habitações que terão de ser abandonadas. (...)

Saiba mais em Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT):
http://artigosediscussao.blogspot.com/2011/01/tamega-barragem-de-fridao-barragem.html

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5ª Edição da Matança do Porco (4)

Freguesia de Mondim de Basto 2011

Testemunho : O rio Tâmega

visto por Luís van Zeller de Macedo (Presidente da Associação Cívica Pró-Tâmega)

Leiam este fascinante artigo, recordações de quem viveu e sente o seu Rio:
http://artigosediscussao.blogspot.com/2011/01/testemunho-o-rio-tamega-visto-por-luis.html

Comentário e desafio de Luís van Zeller de Macedo :

(...) este texto modesto mas sincero, foi escrito com o objectivo de ser um contributo para um livro que se pretende editar sobre o Tâmega. Assim, desafio todos aqueles que se identificam com esta problemática do nosso "Rio" e com as barragens que nos querem impor unilateralmente e completamente ao arrepio de qualquer lógica que não seja a mercantilista, a escreverem aquilo que pensam e sentem sobre este assunto para nós tão premente. Estou certo que vamos poder contar, para isso, com todos os amigos do "alto Tâmega" tão empenhados como os amarantinos e, porque não, como os de Mondim, Ribeira de Pena, de Celorico, Cabeceiras de Basto e os de todas as terras banhadas pelo Tâmega (...)

Continua...

5ª Edição da Matança do Porco (5)

Freguesia de Mondim de Basto 2011

Ditos populares sobre o tema «porco»:

1) «Das carnes, o carneiro, das aves, a perdiz e sobretudo a codorniz...mas se o porco voara não havia carne que lhe chegara»

2) «Quem tem porcos tem chouriços e presuntos»

3) «Rico como um porco»

4) «Queres conhecer o teu corpo? abre ou desmancha o teu porco»

5) «Homem e porco só dá lucro depois de morto»

6) «Lavar o focinho a porcos, orelhas a burros, pregar a padres e converterjudeus, é tempo perdido»

7) «Leitão de mês, cabrito de três, mulher de dezoito, homem de vinte e três»


POESIA DE MONDIM

BAPTISMO

A luz filtrada sobre o espelho das águas,
Decompunha-se em feixes radiantes dum arco-íris
Cadente,
Rasgando o vazio,
Como se fossem línguas de fogo que viessem pousar
De repente,
Sobre os corpos bronzeados,
Que emergiam
Do Rio.

Poema de Luís Jales de Oliveira

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Portugal

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.



E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:



Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.



Poema de Miguel Torga (Diário X)

domingo, 16 de janeiro de 2011

5ª "Matança do porco" - Mondim (DIVULGAÇÃO)


(clicar na imagem)

Aos Mondinenses desejamos um Bom Ano de Eventos. Vamos fazer por estar presentes uma vez mais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

País de muito Mar

Somos um país pequeno e pobre e que não tem
senão o mar
muito passado e muita história e cada vez menos
memória
país que já não sabe quem é
país de tantos tão pequenos
país a passar
para o outro lado de si mesmo e para a margem
onde já não quer chegar. País de muito mar
e pouca viagem.

Poema de Manuel Alegre